domingo, 20 de outubro de 2013

Tangram




 
O que é o Tangram?

O Tangram é um quebra-cabeça chinês, de origem milenar formado por apenas sete peças (5 triângulos, 1 quadrado e 1 paralelogramo) com as quais é possível criar e montar cerca de 1700 figuras entre animais, plantas, pessoas, objetos, letras, números, figuras geométricas e outros. As regras desse jogo consistem em usar as sete peças em qualquer montagem colocando-as lado a lado sem sobreposição.

Como surgiu o Tangram?

Diz à lenda que um jovem chinês, ao despedir-se de seu mestre para uma grande viagem pelo mundo, recebeu um espelho de forma quadrada e ouviu:

- Com esse espelho você registrara tudo o que verá durante a viagem para mostrar-me de volta.

O discípulo surpreso indagou:

- Mas mestre, como, com um simples espelho, poderei eu lhe mostrar tudo o que encontrar durante a viagem?

No momento em que dizia esta pergunta, o espelho caiu-lhe das mãos, quebrando-se em sete peças. Então o mestre disse:

- Agora, com estas sete peças, você poderá construir figuras para ilustrar o que verá durante a viagem.

E assim o jovem foi ilustrando as figuras que foi vendo e formou o Tangram. Com essa descoberta os chineses passaram o Tangram para todo o mundo e com isso ficou muito famoso.

O uso deste jogo como recurso pedagógico

Esse quebra-cabeça há muito tempo é utilizado pelos professores de Matemática para facilitar a compreensão de alguns conteúdos curriculares como formas geométricas e resolução de problemas usando modelos geométricos. Além disso, ele desenvolve a criatividade e o raciocínio lógico.

Importa esclarecer que ao professor do AEE não cabe “[...] ensinar os conteúdos curriculares, isso é de responsabilidade do professor da sala de aula comum, mas ele deve trabalhar os processos cognitivos a partir da mediação na SRM” (POULIN, FIGUEIREDO, GOMES, 2013, p. 7). Nesta perspectiva, ao trabalhar com os alunos que apresentam deficiência intelectual, o professor do AEE pode fazer uso do Tangram, pois este estimula os alunos a desenvolverem os mecanismos de aprendizagem. Da mesma forma, este é um recurso pedagógico que pode ser utilizado com todos os alunos na sala de aula regular, inclusive com os alunos que apresentam deficiência intelectual.

De acordo com Poulin, Figueiredo e Gomes (2013, p. 7), as pessoas com deficiência intelectual tem dificuldade em mobilizar os mecanismos de aprendizagem, os quais se referem “[...] a memória, a atenção, a transferência de aprendizagem, a metacognição e a motivação”. Soma-se a isso a dificuldade em resolver problemas.

Desse modo, ao trabalhar com este recurso no contexto do AEE pretendemos que o aluno mobilize sua atenção para a resolução de problemas, conquistando gradualmente sua autonomia na construção das estratégias para a resolução das situações propostas e mantendo-se motivado.

Para tanto, o professor deve propor situações problemas possíveis para o aluno e ao mesmo tempo, que se constituam em desafios. Dentro desta mesma visão, cabe ao professor realizar gradativamente intervenções durante a realização do jogo, ajudando o aluno a manter sua atenção sobre o que é importante para a resolução do problema.

Como jogar?

Cândido (2013) recomenda que ao trabalhar com o Tangram o professor deve possibilitar a familiaridade do aluno com este jogo e com as propriedades de suas peças. Para isso, inicialmente o aluno pode explorar as peças, identificando suas formas. Em seguida, se propõe que o mesmo faça a sobreposição e construção de figuras a partir de uma silhueta, assim, o aluno é orientado a interpretar o que é solicitado a fazer, concentrar-se nas possibilidades e tentar a construção das figuras.

Posteriormente, o aluno deverá construir figuras com as sete peças do jogo, colocando-as lado a lado sem sobreposição. Gradativamente, o professor poderá explorar o raciocínio lógico do aluno, aumentando os desafios. Assim, este deverá propor situações problemas para o aluno resolver usando as peças do jogo e os conhecimentos já construídos.

O professor pode propor ao aluno a construção do próprio jogo, o qual pode ser construído com EVA ou com papel. Também, na internet estão disponíveis versões virtuais deste jogo. Para ter acesso consulte os links abaixo:



 
Referências:

FIGEUIREDO, Rita vieira; GOMES, Adriana L. Limaverde; POULIN, Jean-Robert. O aluno com deficiência intelectual: funcionamento cognitivo e estratégias de avaliação. Fortaleza, 2013. (texto não publicado).

CÂNDIDO, Patrícia. Materiais didáticos: conhecendo o Tangram. Disponível em: <http://www.mathema.com.br/default.asp?url=http://www.mathema.com.br/e_fund_a/mat_didat/tangram/_tangram.html>. Acesso em 19 out. 2013.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tangram>.Acesso em 19 out. 2013.


http://rachacuca.com.br/jogos/tangram/>.Acesso em 19 out. 2013.


 

 

2 comentários:

  1. É um recurso muito legal de ser trabalhado, eles gostam muito quando conseguem formar a primeira figura. Desta forma, quem o acompanha precisa ir dificultando gradativamente conforme os objetivos a serem alcançados...

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    1. Verdade é preciso que a atividade se constitua em desafio para o aluno, isto é, nem fácil demais a ponto de se tornar desinteressante, nem difícil demais a ponto de impossibilitar a realização da atividade.

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