Katyuscia
Maria da Silva
Natal, 28
de abril de 2013.
A educação à distância tem ocupado, nos
últimos anos, um amplo espaço no contexto educacional. Isso tem ocorrido em
decorrência, principalmente, dos avanços da tecnologia.
Dentro
deste contexto, é cada vez mais comum na área de formação de professores o
acesso a cursos on-line. Estes, segundo Moran (2003) são oferecidos de forma
totalmente virtual, semipresencial e/ou presencial com atividades realizadas
pela internet, visando à complementação do curso.
Ainda segundo este autor, a educação
on-line tem apresentado novos desafios no contexto educacional, visto que exige
uma logística nova, sendo necessário pensar/repensar os processos pedagógicos,
adequação de materiais e atividades, modos de avaliar e interagir em contextos
não presenciais. Do mesmo modo, tem propiciado mudanças significativas,
principalmente na ação do professor, exigindo deste “[...] uma grande capacidade
de adaptação, de criatividade diante de novas situações, propostas,
atividades.” (MORAN, 2003, p.3).
Igualmente,
para o aluno de um curso oferecido na modalidade à distância, muitos são os desafios,
que vão desde sua adaptação aos novos espaços de aprendizagem, não mais
restritos ao contexto de uma sala de aula, instituído culturalmente como o
espaço onde se ensina e se aprende, até a dificuldade de manter-se curioso e motivado
durante o curso, cultivando “[...] a autonomia, a organização pessoal,
indispensável para os processos de aprendizagem a distância.” (MORAN, 2003,
p.6).
Atualmente,
como aluna do curso de especialização em Educação Especial: Formação Continuada
de Professores para o Atendimento Educacional especializado (AEE), oferecido à
distância pela UFC, tenho vivenciado a possibilidade de adquirir novos
conhecimentos teórico-práticos dentro da minha área de atuação, já que sou
professora de sala de recursos multifuncionais, conciliando o curso com outras atividades
de minha vida profissional e pessoal. Contudo, devido à flexibilidade no
horário, surge como principal desafio a necessidade de estabelecer uma autodisciplina
quanto à realização das atividades propostas. Dessa forma, é preciso estar
sempre atenta à agenda do curso, acessando o ambiente virtual com frequência e
reservando um tempo para realizar as atividades propostas.
Sobre
este aspecto, concordando com Carneiro e Geller (2007), considero ainda, que num
curso à distância é necessário que o aluno esteja aberto às novas ideias e
disposto a trocar experiências educacionais, pois a interação possibilita a
reflexão sobre a prática. Deve também, habituar-se a ler os textos e atividades
propostas na íntegra e desenvolver o hábito de salvar o material
disponibilizado pelo curso em seu próprio computador para que se possa ter
acesso em outros momentos. Finalmente, deve habituar-se a comunicar-se com seus
professores e/ou tutores, principalmente quando ocorrer problemas de modo que
este possa auxiliá-lo, ajudando a superá-lo.
Referências:
MORAN, José Manuel.
Contribuições para uma pedagogia da
educação on-line. In: SILVA, Marco. Educação online: teorias, práticas,
legislação, formação corporativa. São Paulo: Loyola, 2003. P.39-50. Disponível em: <http://www.eca.usp.br/prof/moran/bomcurso.htm>. Acesso em 26 abr.
2013.
CARNEIRO, Mára Lúcia
Fernandes; GELLER, Marlise. Dicas para o
aluno virtual. IN: Curso de Formação Continuada de Professores em
Tecnologias de Informação e Comunicação Acessíveis. UFRGS, 2007.