terça-feira, 28 de maio de 2013

Ser aluno de um curso à distância: conquistas e dificuldades


Katyuscia Maria da Silva

Natal, 28 de abril de 2013.

        

         A educação à distância tem ocupado, nos últimos anos, um amplo espaço no contexto educacional. Isso tem ocorrido em decorrência, principalmente, dos avanços da tecnologia.

Dentro deste contexto, é cada vez mais comum na área de formação de professores o acesso a cursos on-line. Estes, segundo Moran (2003) são oferecidos de forma totalmente virtual, semipresencial e/ou presencial com atividades realizadas pela internet, visando à complementação do curso.

         Ainda segundo este autor, a educação on-line tem apresentado novos desafios no contexto educacional, visto que exige uma logística nova, sendo necessário pensar/repensar os processos pedagógicos, adequação de materiais e atividades, modos de avaliar e interagir em contextos não presenciais. Do mesmo modo, tem propiciado mudanças significativas, principalmente na ação do professor, exigindo deste “[...] uma grande capacidade de adaptação, de criatividade diante de novas situações, propostas, atividades.” (MORAN, 2003, p.3).

Igualmente, para o aluno de um curso oferecido na modalidade à distância, muitos são os desafios, que vão desde sua adaptação aos novos espaços de aprendizagem, não mais restritos ao contexto de uma sala de aula, instituído culturalmente como o espaço onde se ensina e se aprende, até a dificuldade de manter-se curioso e motivado durante o curso, cultivando “[...] a autonomia, a organização pessoal, indispensável para os processos de aprendizagem a distância.” (MORAN, 2003, p.6).

Atualmente, como aluna do curso de especialização em Educação Especial: Formação Continuada de Professores para o Atendimento Educacional especializado (AEE), oferecido à distância pela UFC, tenho vivenciado a possibilidade de adquirir novos conhecimentos teórico-práticos dentro da minha área de atuação, já que sou professora de sala de recursos multifuncionais, conciliando o curso com outras atividades de minha vida profissional e pessoal. Contudo, devido à flexibilidade no horário, surge como principal desafio a necessidade de estabelecer uma autodisciplina quanto à realização das atividades propostas. Dessa forma, é preciso estar sempre atenta à agenda do curso, acessando o ambiente virtual com frequência e reservando um tempo para realizar as atividades propostas.

Sobre este aspecto, concordando com Carneiro e Geller (2007), considero ainda, que num curso à distância é necessário que o aluno esteja aberto às novas ideias e disposto a trocar experiências educacionais, pois a interação possibilita a reflexão sobre a prática. Deve também, habituar-se a ler os textos e atividades propostas na íntegra e desenvolver o hábito de salvar o material disponibilizado pelo curso em seu próprio computador para que se possa ter acesso em outros momentos. Finalmente, deve habituar-se a comunicar-se com seus professores e/ou tutores, principalmente quando ocorrer problemas de modo que este possa auxiliá-lo, ajudando a superá-lo.  

Referências:

MORAN, José Manuel. Contribuições para uma pedagogia da educação on-line. In: SILVA, Marco. Educação online: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo: Loyola, 2003. P.39-50. Disponível em: <http://www.eca.usp.br/prof/moran/bomcurso.htm>. Acesso em 26 abr. 2013.

MORAN, José Manuel. O que é um bom curso a distância? Disponível em: <http://www.eca.usp.br/prof/moran/contrib.htm>. Acesso em 26 abr. 2013.

CARNEIRO, Mára Lúcia Fernandes; GELLER, Marlise. Dicas para o aluno virtual. IN: Curso de Formação Continuada de Professores em Tecnologias de Informação e Comunicação Acessíveis. UFRGS, 2007.

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